Na missiva, a Comissão Política de Arouca manifesta disponibilidade para colaborar na luta pela variante
Colocando de lado as diferenças ideológicas, mas centrando-se nos esforços necessários em torno de um objectivo cuja importância é consensual, o PSD Arouca fez chegar à Câmara e Assembleia Municipal uma carta, que foi tornada pública na última sessão da Assembleia Municipal, a 20 de Setembro.
No documento pode ler-se que «a recém-eleita Comissão Política Concelhia de Arouca do Partido Social-Democrata manifesta toda a disponibilidade para, em conjunto, lutarmos precisamente pelo que nos une, pelo que une todos os Arouquenses».
O PSD Arouca não assumiu, contudo, uma total concertação de posições, em todas as matérias, mas não deixou de sublinhar a disponibilidade para colaborar na aprovação dos «dossiês mais difíceis e centrais, que carecem de toda a pressão possível junto dos centros de decisão, e em que, de forma transparente e responsável, o PSD pode (e deve) participar activamente».
Um desses dossiês, assumem, é a conclusão da via estruturante. A carta faz um resumo histórico de todo o processo, referindo todos os contratempos, avanços e recuos e relembrando as regulares visitas e sobretudo os compromissos dos vários membros do Governo, incluindo o próprio Primeiro-Ministro.
«Estamos, portanto, disponíveis para trabalhar na procura de uma solução válida e que sirva os melhores interesses de Arouca, acima de qualquer diferendo político, ideológico ou mesmo pessoal, diferendos que em nada contribuem para o que todos, sem excepção, prosseguimos: uma Arouca melhor, projectada para o futuro e exemplo de preservação da sua identidade», remata, na missiva, André Almeida, Presidente da Comissão Política Concelhia do PSD.