GOP (Grandes Opções do Plano) e Orçamento da maioria socialista

A Câmara Municipal de Arouca aprovou o Orçamento da autarquia para 2012, com os votos contra dos Vereadores do PSD. A Comissão Política da Secção de Arouca do PSD subscreve e apoia inequivocamente o sentido de voto dos seus eleitos contra estes documentos, entendendo que em nada corresponde aos projectos, às necessidades e à ambição que o concelho exige.
Assim para o PSD «o Executivo socialista continua a lançar obras, a promover iniciativas e a apoiar projectos que pouco ajudam ao bem-estar e qualidade de vida da população do nosso concelho».
Tal como foi realçado pelos Vereadores Artur Miller e Paulo Teixeira na sua declaração de voto a maioria socialista que desgoverna a Câmara «apenas se preocupa em aproveitar as possibilidades de financiamento oferecidas pelo QREN, mesmo que esse mecanismo de financiamento esteja virado para acções de reduzido interesse para o Município» pelo que «para um QREN desajustado às realidades de municípios como o nosso há que o adaptar ao que queremos e nos interessa. Só assim este concelho poderá ter factores de atracção e motivação para o investimento e gerar riqueza».
Estamos seriamente preocupados com a crise económica e financeira, pelo que o desenvolvimento terá que passar sobretudo «por uma estratégia de criação de serviços e infra-estruturas que visem a fixação de famílias», assumindo assim uma importância acrescida «as condições para gerar emprego». No nosso entender e tal como ficou explanado na referida declaração política as GOP «mantêm a aposta em projectos sociais e para a promoção do turismo de uma parte cada vez menos considerável das populações! Serão, infelizmente, a médio, para não dizer curto prazo, projectos sociais elitistas e projectos turísticos de pequena dimensão e, como tal, pouco potenciadores de um desenvolvimento exponencial da riqueza dos arouquenses».
Os Vereadores do PSD apresentaram ainda um juízo crítico sobre cada um dos sectores. Destacamos o que foi registado sobre a educação: «o facto de os pólos escolares já construídos estarem sobredimensionados para a população escolar actual e mais ainda para a população escolar futura, bem como a mudança de terminologia usada para a ampliação dos futuros pólos escolares – Centro Local – vem confirmar uma de duas situações: ou a Carta Educativa de Arouca não está a ser cumprida ou está desactualizada. Por isso, já deveria ter sido alvo de uma prévia rectificação. Só o Centro Local / escolar de Alvarenga é contemplado com uma verba de €774.000 dos quais 524.000 euros com financiamento definido para 2012, valor superior ao somatório de outros três Centros Locais como são Tropeço, Mansores e Moldes (€250.000 cada) e com 10.000 euros de financiamento definido para 2012, apesar de ter menor número de alunos que estes três!».
Em nenhum momento as GOP demonstram apoio às nossas PME, no incentivo á criação de emprego e na consequente fixação dos nossos jovens em Arouca.
Se não forem tomadas medidas conjunturais de incentivo á criação de emprego e fixação dos nossos jovens vamos claramente continuar a assistir a uma diminuição da população do nosso concelho como se verificou nos últimos censos.
Não podemos pois continuar a ter mais do mesmo com prioridade á construção de obras sem estudos prévios de viabilidade / utilidade e simplesmente com fins eleitoralistas. Esperemos não vir a ter no futuro uma mão cheia de infra-estruturas sobredimensionadas com custos de manutenção insuportáveis para os seus promotores.

Bem como deverá ser feito um acompanhamento por parte do município das obras para as quais são destinados fundos por via de contratos programa e que estão com difíceis processos de conclusão como sejam por exemplo dos centros sociais de Canelas e Chave.

Em suma as GOP «demonstram uma estratégia mal definida, com muito poucos sinais de adaptação à nova realidade social e económica do país e de Arouca» pelo que «esses poucos e pequenos sinais, se não tiverem uma forte aposta, perder-se-ão no mercado económico-financeiro competitivo e de lucros minguados que aí virão».


Arouca, 27 de Dezembro de 2011

A Comissão Política