Comunicado

Com base num conjunto de sérios e oportunos fundamentos, os grupos na Assembleia Municipal do Partido Social Democrata e do Centro Democrático e Social - Partido Popular, apresentaram, na sessão da Assembleia Municipal, realizada no passado dia 26, uma moção sobre as obras na Praça Brandão de Vasconcelos.
Numa inédita e inusitada decisão os deputados municipais do Partido Socialista e a generalidade dos senhores presidentes de junta, não admitiram sequer o agendamento e consequentemente a discussão e votação da referida moção.
Tal decisão revela para nós uma perturbante manifestação sectária e uma ausência de cultura democrática fruto de um jogo político perverso e manipulador desenvolvido pelo Sr Presidente de Câmara que queremos muito justamente repudiar.
Mais uma vez os deputados socialistas e a generalidade dos senhores presidentes de junta alinharam cegamente no "partido" do senhor Presidente de Câmara deixando-se condicionar por um populismo demagógico e balofo tão peculiar no edil.
O PSD consciente da importância desta matéria para os arouquenses torna público o teor da referida moção. A saber:
«A Câmara Municipal de Arouca aprovou e adjudicou a “Empreitada de Requalificação dos Espaços Públicos envolventes ao Mosteiro de Arouca”, que determina uma intervenção na Praça Brandão de Vasconcelos que, a ser consumada, a descaracteriza de forma irremediável.
Depois de meses de muita polémica - desde a apresentação do ante-projecto ao projecto, no período de discussão pública, de inúmeros alertas de diversas entidades, de um abaixo-assinado da população e até de várias posições críticas assumidas quer na Câmara quer na Assembleia Municipal - é até hoje claro, que a maioria que governa a Câmara não se sente sensibilizada para alterar o referido projecto. Com esta atitude e, ao não corresponder positivamente a um repto justo e racional, está em causa toda uma salutar vivência democrática, mas sobretudo a perda de uma referência arquitectónica, num rude e injustificável golpe na história de uma terra e de um povo.
Assim, a Assembleia Municipal de Arouca reprova a conduta do Executivo e propõe que este órgão, na competência estrita que tem sobre esta matéria, anule a adjudicação da referida empreitada e lance um amplo e sério e abrangente debate sobre a requalificação da nobre Praça»


Arouca, 1 de Outubro de 2011.